20.9.16

UGG®


Elas são confortáveis, apesar de esquisitas. Afinal mais parece uma espécie de pantufa de cano alto forrada por dentro com lã de ovelha e couro de carneiro por fora. Mas são aconchegantes para os pés em climas frios. E se tornaram um verdadeiro fenômeno entre as celebridades e no mundo da moda. Elas são as botas da marca UGG®, que se transformou em uma das mais desejadas do mundo. 

A história 
Para contar a história da UGG® é preciso primeiro saber a origem dessas botas que fizeram a marca famosa. Existe uma saudável disputa, entre a Austrália e a Nova Zelândia, por quem pode dizer que foi o inventor deste estilo de bota feita com couro de carneiro e lã de ovelha. Porém, segundo conta a história, essas botas se tornaram popular nas praias da Baía de Byron, onde os surfistas australianos começaram a usar calçados com couro de carneiro e forrados com lã de ovelha para se aquecerem entre as baterias. Localizada na margem leste do continente australiano, a Baía de Byron ostenta mares de água cristalina com famosos pontos para a prática de surfe. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo descobrimento desses pontos pelos surfistas que se dirigiam aos locais e permaneciam por semanas e, durante sua estadia, buscavam maneiras de manter os pés quentes e secos. Como a Austrália é abundante em couro de carneiro e lã de ovelha, os surfistas passaram a desenvolver artesanalmente uma espécie de bota que manteria a umidade longe de seus pés. Outra história conta que elas foram criadas por tosquiadores para impedir que os dedos dos pés congelassem nos galpões em que trabalhavam. Deixando a disputa pela criação do calçado de lado, surge outra polêmica em relação ao nome: descritas como ugs, uggs ou ughs (trocadilhos com a palavra “ugly”, ou feio) devido a sua aparência nada bonita. Segundo muitos, as botas receberam seu nome na Primeira Guerra Mundial, quando pilotos australianos usaram “uggs voadoras”, ou botas de couro de carneiro que ficavam bem acima do joelho para impedir que suas pernas congelassem nas cabines despressurizadas dos aviões da época.


Já a história da marca UGG® começou no ano de 1978 quando o jovem surfista australiano Brian Smith chegou à costa sul da Califórnia trazendo uma mala com algumas dúzias das tradicionais botas de couro de carneiro (forradas com lã), na esperança de que os surfistas locais compartilhassem a paixão que ele desenvolvera pelo produto em sua terra natal. As praias da Califórnia sempre foram o epicentro de um estilo de vida relaxado e casual, levando Brian a achar este clima perfeito para estas botas. Os exemplares foram vendidos rapidamente e Brian percebeu um enorme potencial para o produto. Foi então que ele, com apenas US$ 500, fundou a marca UGG® AUSTRALIA e começou as vendas. Estas inesquecíveis botas, inicialmente importadas da Austrália, e a sensação única que proporcionavam rapidamente se disseminaram entre os surfistas, estabelecendo inicialmente a UGG® como uma marca masculina. Em meados de 1980, a marca passou a ser um símbolo do estilo de vida e da cultura dos californianos, ganhando espaço em lojas de surfe e outros estabelecimentos, por toda a costa da Califórnia, desde San Diego e San Francisco a Santa Cruz. Além disso, por ser um modelo unissex, as mulheres começaram a usar as botas.


Rapidamente as botas da UGG® alcançaram o mercado além da praia, surgindo aos poucos em grandes e pequenas cidades e, no inverno, passaram a ser vendidas em lojas de esqui, se tornando tendência em badaladas estações de esqui como Aspen e Vail, ambas no estado do Colorado. Em agosto de 1995 e com vendas que alcançavam mais de US$ 18 milhões, chamou a atenção da Deckers, uma empresa que vendia sandálias, que comprou a UGG® AUSTRALIA e começou a transformar suas botas em calçados de luxo. Em 1998 a coleção da UGG® era constituída por duas botas (cano alto e cano baixo), quatro chinelos e alguns modelos de calçados casuais. Foi então que a empresa começou a investir em branding, distribuição (para lojas mais premium e selecionadas, como a Nordstrom) e estratégia de marketing para tornar a UGG® uma marca mais conhecida entre os consumidores de alto poder aquisitivo. A curiosidade da mídia catapultou rapidamente as botas UGG® para as revistas de moda mais emblemáticas o que contribuiu para que elas se tornassem populares nos lugares mais cosmopolitas do mundo, aparecendo nas ruas de Nova York, Londres ou Amsterdã.


A história da marca começaria a mudar a partir da década de 2000, quando suas botas literalmente começaram a cair no gosto das celebridades e do mundo da moda, ganhando ainda mais visibilidade depois que a carismática apresentadora Oprah Winfrey declarou seu amor por suas botas UGG® em seu popular programa de televisão. O impacto foi instantâneo. As botas começaram a aparecer nos pés de celebridades como Sarah Jessica Parker, Kate Hudson, Avril Lavigne, Sienna Miller e Cameron Diaz, e invadiram a cultura popular, se tornando presença constante nos sets de gravação do seriado Sex and the City. Tudo isso ajudou a transformá-la em uma marca cultuada. E esse enorme interesse pelas botas chegou aos fabricantes das “uggs genéricas” na Austrália, criando então uma polêmica que parece não ter fim. Embora as botas já fossem, havia décadas, produzidas por um pequeno segmento industrial na Austrália, a imagem caseira delas contrastava bruscamente com a imagem sofisticada que a UGG® cultivava nos Estados Unidos.


O investimento para transformar as botas UGG® em ícones fashion deu resultado e, a partir de 2004, elas começaram a ser presença constante nas passarelas de moda em Paris, Milão e Nova York. Foi um verdadeiro sucesso. Além disso, em 2006 a UGG® começou a inaugurar suas primeiras lojas próprias em cidades como Nova York (no badalado bairro do SoHo) e Tóquio e a ganhar espaço também nos mercados da Europa e Ásia. Pouco depois, em 2009, a marca em parceria com o estilista Jimmy Choo lançou uma coleção de botas que se tornou um enorme sucesso. Nos anos seguintes, a UGG® inaugurou novas lojas (decoradas com mobílias em dois tons de cáqui, românticas luzes indiretas e prateleiras de alumínio polido) em cidades como San Francisco, Chicago, Honolulu e Nova York, que nada se pareciam com as acanhadas lojas de família e postos de gasolina na Austrália em que “botas ugg genéricas” ainda são vendidas.


Além disso, marca a UGG® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de calçados para bebês e crianças, sapatilhas, botas de couro, pantufas, sandálias, sapatos casuais, meias, luvas, gorros, acessórios (como bolsas) e até uma linha de roupas. E, em 2013, a marca lançou sua primeira linha Home, composta por tapetes, cobertores, travesseiros e outras peças para casa. Pouco depois, a marca apresentou o material UGGpure, uma luxuosa lã natural tecida em um suporte durável, que melhora a experiência geral do produto. Mais recentemente em 2016 e após 38 anos, a UGG® apresentou a nova geração de seu popular modelo de bota. Batizada de Classic II e tendo como embaixadora global a bela Huntington-Whiteley, o novo modelo inclui uma sola exterior com a tecnologia Treadlite para uma maior tração e amortização enquanto a tecnologia Scotchgard™ Protector ajuda a repelir a água e as manchas, tornando-as mais duráveis, leves e confortáveis. Outra novidade foi a inauguração de uma moderna loja dentro do complexo Disney Springs em Orlando, onde é possível encontrar coleções exclusivas da marca baseadas em personagens da Disney.


Apesar do enorme sucesso, as botas UGG® são uma das maiores polêmicas do universo da moda. Afinal, há quem ame e defenda que o modelo é extremamente confortável e esquenta os pés. E há quem odeie argumentando que, além de muito cara, o volume extra da bota deixa a silhueta do corpo sem harmonia. Mesmo assim, é um sucesso extraordinário quando se pensa que na Austrália, até anos atrás, essas botas de couro de carneiro eram um produto rejeitado e ninguém com um mínimo de amor próprio aceitaria ser visto fora de casa com o calçado. Mas sejam as botas rejeitadas ou respeitadas, elas se tornaram um fenômeno no segmento mundial de calçados. Afinal, o conforto de uma bota UGG®, pode facilmente tornar-se uma experiência única, onde o luxo autêntico vai muito mais além da qualidade dos materiais deste icônico calçado.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma mudança: a palavra “Australia” foi abolida e a marca passou a se chamar somente UGG®.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1978 
● Fundador: Brian Smith 
● Sede mundial: Goleta, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Deckers Outdoor Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Dave Powers 
● Faturamento: US$ 918 milhões (2015/2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 150 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Botas, sapatos, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aussie Uggs, Timberland, Wolverine e Hunter 
● Ícones: As botas de couro de carneiro forradas com lã de ovelha 
● Slogan: Your fashion, our passion. 
● Website: www.ugg.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca UGG®, que pertence a Deckers Outdoor Corporation, vende seus produtos (além das famosas botas forradas com lã de ovelha, uma diversificada linha de calçados, roupas a acessórios) em mais de 100 países ao redor do mundo. Os produtos são vendidos através de aproximadamente 150 lojas próprias e em renomadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
A expressão “Botas Ugg” é um termo genérico utilizado na Austrália e Nova Zelândia para botas de couro de carneiro. E a tremenda expansão da popularidade das botas UGG® nos últimos anos foi acompanhada de uma polêmica que, invariavelmente, acaba nos tribunais. No processo de transformar um calçado utilitário em um ícone onipresente da moda, a UGG®, motivou uma disputa internacional de patente que envolveu políticos, mudou a moda e mexeu com o nacionalismo dos australianos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (The Wall Street Journal), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 20/9/2016

10.9.16

SPOTIFY


A música ao alcance dos seus dedos. Assim pode ser definido o SPOTIFY, mais popular serviço de música online (streaming) do mundo. Afinal, com o serviço é fácil encontrar a música certa para cada momento, quer seja no smartphone, computador ou tablet. Existem milhões de faixas de música. Não importa se você está malhando, em uma festa ou apenas relaxando, a música certa está sempre em suas mãos. Novos lançamentos, o que está bombando nas paradas e as melhores playlists para o seu momento. Escolha o que quer ouvir ou deixe o SPOTIFY surpreendê-lo. 

A história 
Tudo começou com Daniel Ek, um empreendedor sueco que aos 14 anos começou a desenvolver websites para negócios locais e, em seguida, construiu seus próprios servidores, oferecendo serviços de hospedagem na internet. Após abandonar a faculdade, fundou a empresa de anúncios online Advertigo, a qual vendeu em 2006 para a sueca Tradedoubler, uma companhia de marketing com base nos resultados que oferece um conjunto amplo de serviços para meios digitais. Aos 23 anos Daniel Ek estava milionário. Mas seu ímpeto empreendedor não o deixou sossegar. Ele tinha a ideia de criar um serviço como o Napster, só que legal. Unindo suas duas grandes paixões, a informática e a música, finalmente no mês de abril de 2006 ele, juntamente com Martin Lorentzon, co-fundador da Tradedoubler, fundou o SPOTIFY. Baseados na cidade sueca de Estocolmo, os dois investiram milhões de dólares e contrataram engenheiros e programadores para estruturar o serviço, entre os quais estava o criador do µTorrent, Ludvig Strigeus. Afinal, a dupla sabia que a velocidade de entrega seria um diferencial à parte do novo serviço. A ideia era entregar uma nova forma de desfrutar o prazer de ouvir uma boa música. Bastava instalar e ouvir, sem restrições e sem precisar esperar por demorados downloads. Teria que ser simples, divertido, instantâneo e social. Foram mais de dois anos desenvolvendo o serviço e negociando com as gravadoras e artistas, que ainda não estavam convencidas do potencial em ganhar dinheiro com o SPOTIFY. Mas toparam. Afinal, naquela época a pirataria, especialmente na Suécia, era enorme (lembrem-se do PirateBay).


O aplicativo foi lançado oficialmente no dia 7 de outubro de 2008 em mercados como Suécia, Finlândia, Noruega, Reino Unido e Espanha, oferecendo um serviço de música por streaming (uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a internet). Inicialmente oferecia a versão gratuita disponível apenas por convite (batizada de SPOTIFY FREE, com limites de horas para escutar música e suportada por publicidade, semelhante a uma rádio tradicional) e a versão paga (batizada de SPOTIFY PREMIUM, sem publicidade e limites de horas). Em 2009, a empresa fechou importantes acordos com nomes de peso da indústria fonográfica, como Universal Music, Sony BMG, EMI Music, Warner Music Group, além de outras três grandes gravadoras e selos independentes, como Merlin e The Orchard, para alimentar de forma legal seu acervo de música, que crescia constantemente.


No dia 18 de maio de 2010, a empresa anunciou mais dois tipos de contas disponíveis: o SPOTIFY UNLIMITED, equivalente ao serviço Premium, mas sem suporte móvel; e o SPOTIFY OPEN, uma versão reduzida dos recursos da versão gratuita, que permitia aos usuários ouvir 20 horas de música por mês. No dia 15 de setembro, o serviço anunciou que já tinha aproximadamente 10 milhões de usuários, incluindo 2.5 milhões de usuários com assinaturas pagas. Durante esse ano, a empresa pagou mais de €45 milhões para seus licenciadores (gravadoras e artistas), além de ingressar em novos mercados como a Holanda. Finalmente no dia 14 de julho de 2011, o SPOTIFY lançou seu serviço nos Estados Unidos, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras locais. O serviço também passou a ser oferecido na Áustria, Bélgica e Suíça. No final deste ano, introduziu o serviço SPOTIFY Apps que tornou possível para os desenvolvedores de terceiros contribuir para aplicações HTML5 que poderiam ser hospedados dentro da área de trabalho do player SPOTIFY. Os aplicativos fornecidos apresentavam recursos como letras sincronizadas, revisões de música e playlists por curadoria.


Depois de ingressar na Alemanha em 2011, ao final de 2012, o SPOTIFY atingiu a marca de 20 milhões de usuários (5 milhões pagos). O ano de 2013 foi marcado por uma enorme expansão geográfica de seus serviços com o lançamento em mais de 25 países como Itália, Polônia, Portugal, México, Hong Kong, Malásia, Argentina, Grécia, Taiwan, Turquia, Chile, República Checa e Uruguai. Em março de 2014, lançou o aplicativo de promoção Spotify Premium for Students, com uma oferta de desconto para a sua assinatura mensal direcionada a estudantes universitários nos Estados Unidos. Outra novidade foi o lançamento de uma nova API Web, que permite aos desenvolvedores de terceiros integrarem o conteúdo do SPOTIFY em seus próprios aplicativos. Além disso, criou o SPOTIFY FAMILY, um plano pago para até seis familiares (morando na mesma residência). Este ano também foi marcado pelo lançamento oficial do SPOTIFY no mercado canadense e brasileiro (neste em 28 de maio), oferecendo uma assinatura gratuita, suportada por anunciantes e com limitações de recursos; e a versão paga (com direito a acesso offline, fazer downloads e não precisar de rede para escutar sua música). Provando o sucesso do negócio, em abril de 2015, o SPOTIFY recebeu mais uma rodada de investimentos, no valor de US$ 526 milhões, do banco Goldman Sachs e de um fundo soberano de Abu Dhabi.


No ano de 2016, o SPOTIFY, líder mundial de música online (streaming), chegou a um acordo sobre o pagamento de direitos autorais nos Estados Unidos, um passo para evitar eventuais ações judiciais no futuro. Em junho de 2016, o serviço de transmissão online de música anunciou que sua base de usuários ativos atingiu 100 milhões, resultado do ingresso da empresa em novos mercados e mesmo apesar da pesada competição com rivais poderosos como Apple Music e Google Music, além de outros serviços populares, como o francês Deezer. Apesar do SPOTIFY ter chegado para mudar o jeito com o que as pessoas consomem música digital e ser cada vez mais popular, o serviço ainda não é uma unanimidade. Um exemplo disso aconteceu em 2014 quando a cantora Taylor Swift retirou suas músicas do serviço alegando que não era recompensada devidamente. A polêmica, acreditem, deu ainda mais visibilidade ao SPOTIFY, especialmente nos Estados Unidos. Porém muitos acreditam que o futuro da empresa é promissor. Primeiro pelo fato da própria natureza do serviço, uma vez que com o streaming as pessoas muito mais livres para ouvirem música da forma que quiserem (sem estarem presas aos CDs físicos). E o SPOTIFY acredita, também, que grandes lançamentos serão exclusivos da plataforma em um futuro próximo.


Atualmente, o SPOTIFY oferece uma vasta biblioteca musical onde os usuários podem criar playlists e navegar pelas coleções de músicas de amigos, artistas e celebridades. Também oferece o SPOTIFY RÁDIO, que permite aos usuários acessar inúmeras estações modeladas por artistas e gêneros musicais. A versão gratuita do serviço de streaming inclui anúncios e é acessível a partir de um desktop, laptop, TV, PlayStation ou dispositivo móvel (mas com limitação de horas de músicas escutadas). Na versão paga o usuário é capaz de acessar todos os recursos do SPOTIFY online ou offline, sem qualquer publicidade e em qualquer dispositivo, com uma qualidade de áudio melhor. Além disso, o SPOTIFY pode ser integrado com redes sociais (como o Facebook) e os amigos da sua lista também podem ouvir o que você está escutando.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por apenas duas acentuadas remodelações em sua identidade visual. A primeira aconteceu no ano de 2013 quando o SPOTIFY apresentou seu novo logotipo: uma nova tipografia de letra e novas cores (verde e preta). Em 2015 a marca remodelou novamente seu logotipo. Desta vez apenas uma suave atualização, principalmente na questão das cores (tom de verde mais claro).


O atual logotipo da marca é bem mais flexível em sua aplicação, podendo ganhar várias cores, de acordo com a situação.


O tradicional ícone (com as ondas sonoras) que identifica o SPOTIFY em desktops também evoluiu com o passar dos anos.


Os slogans 
Music for everyone. (2014) 
For Music. (2013) 
All the music. All the time. 
Play any song, any time. 
Everyone loves music. (2009) 
Música para todos. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Suécia 
● Lançamento: 7 de outubro de 2008 
● Criadores: Daniel Ek e Martin Lorentzon 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Spotify Ltd. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Daniel Ek 
● Faturamento: €1.9 bilhões (2015) 
● Lucro: - €184.5 milhões (2015) 
● Usuários: 100 milhões 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Entretenimento 
● Principais produtos: Música online (streaming) 
● Concorrentes diretos: Apple Music, Deezer, Google Music, SoundCloud, Napster, Tidal, Qobuz e Pandora 
● Slogan: Music for everyone. 
● Website: www.spotify.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente o SPOTIFY conta com mais de 100 milhões de usuários, dos quais 30 milhões pagos (a maior base de assinantes pagos de música digital no mundo), em mais de 60 países. O serviço, disponível em 50 idiomas e dialetos, oferece mais de 30 milhões de músicas de gravadoras como Sony Music, EMI, Warner Music Group e Universal Music, além de 2 bilhões de playlists. Ao lado do México, o Brasil está entre os 10 principais mercados da empresa no mundo. 

Você sabia? 
Segundo muitos, o nome da marca vem da união das palavras spot e identify, algo como descobrir e identificar em inglês. 
Anualmente a empresa transfere 80% de sua receita a gravadoras e artistas. Isto significa que desde 2008, a indústria fonográfica faturou mais de US$ 3 bilhões através do SPOTIFY. O serviço remunera os artistas de acordo com a quantidade de reproduções das músicas. 
O Spotify Ltd. opera como empresa mãe, com sede em Londres. Já o Spotify AB lida com pesquisa e desenvolvimento em Estocolmo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/9/2016

30.8.16

RICHARD MILLE


Ostentar no pulso um relógio da badalada marca suíça RICHARD MILLE definitivamente é para poucos. Para poucos que podem pagar muito. Muito mais que um instrumento para ver as horas ou marcar o tempo, cada relógio é uma verdadeira obra da precisão e complexidade, aliada a materiais nobres, avançada tecnologia e design inovador e resolutamente modernista. Definitivamente a RICHARD MILLE redefiniu a alta relojoaria de luxo, dando um novo significado para um relógio. 

A história 
Tudo começou com o francês Richard Mille. Depois de estudar marketing em Besançon e morar um ano na Inglaterra, Richard começou a trabalhar na Finhor, uma empresa relojoeira local, em 1974. A empresa foi comprada pela Matra em 1981 e Richard promovido ao posto de gerente, que então incluía as marcas Yema e Cupillard Rieme. As atividades de relojoaria da Matra foram vendidas a japonesa Seiko e Mille deixou a empresa em 1992 para iniciar um novo negócio de relojoaria para joalheria Mauboussin. Finalmente em 1999, o empresário francês fundou a empresa RICHARD MILLE S.A. em colaboração com a renomada Audemars Piguet. Somente em 2001 a empresa apresentou seu primeiro relógio: o RM 001, que imediatamente foi anunciado pela imprensa especializada como o “alvorecer de uma nova era na relojoaria, uma revolução”. O alicerce do sucesso da RICHARD MILLE seria composto por três elementos principais: o melhor da inovação técnica; o melhor da arte e da arquitetura; e o melhor do legado e da cultura da alta relojoaria com acabamento à mão.


Evolução do RM 001, o RM 002 Tourbillon, lançado também em 2001, simbolizava o início de uma produção em série na RICHARD MILLE. Dispunha, pela primeira vez na história da relojoaria, uma combinação de platina com movimento em titânio, torque e indicador de função. Mais tarde, a partir de 2004, a platina em nanofibra de carbono apareceria gradativamente nos modelos da grife suíça. Foi justamente o modelo RM 006 Tourbillon Felipe Massa (pesava apenas 48 gramas sem a pulseira) que deu início a era dos patrocínios da marca e da utilização de materiais inovadores. Este turbilhão mecânico foi o primeiro relógio da coleção a usar uma platina em nanofibra de carbono, além de ter sido o relógio com turbilhão mecânico mais leve do mundo em 2004.


Em 2005, como um desafio entre a marca suíça e o piloto brasileiro Felipe Massa, primeiro embaixador mundial da marca, um turbilhão ainda mais leve foi criado. Ele compreendia um movimento em lítio e alumínio e uma caixa composta por ALUSIC, um material ultraleve usado na produção de satélites. Peso total: 29 gramas sem a pulseira. Ainda este ano, o RM 007 Ladies Automatic, primeiro relógio feminino da marca, cujo rotor era preenchido com microesferas bidirecionais para uma melhor dinâmica da corda, estreou no mercado. Em 2007 mais uma inovação com a apresentação ao público do RM 012 Tourbillon, primeiro relógio do mundo com movimento tubular esqueletizado fabricado a partir de hastes Phynox em miniatura. Pouco depois, em 2008, com o lançamento de seu primeiro relógio de bolso, a RICHARD MILLE homenageava a época de ouro da relojoaria, reinterpretando um clássico de maneira própria e original. Seu objetivo era criar uma peça ultramoderna para o cotidiano sem comprometer o domínio técnico. O RM 020 alcançava e ultrapassava esse objetivo, com um duplo tambor que aciona o movimento do turbilhão. A junção da corrente e da coroa do RM 020 era uma verdadeira proeza técnica. A corrente inteira com o fecho, a tampa da coroa e o suporte, exigem 580 operações distintas, das quais 140 de acabamento e 126 de controle. Há nada menos do que 189 componentes (27 peças na coroa, 20 na tampa da coroa, 16 no fecho, 65 na corrente e 61 no suporte separado).


No ano de 2010, em mais uma parceria de sucesso com um astro do esporte, o tenista Rafael Nadal, foi lançado o relógio de pulso com turbilhão mecânico mais leve até então, apenas 18 gramas, usado por Rafa nos jogos durante os campeonatos de 2010 e 2011. Já o ano de 2012 foi repleto de novidades. Primeiro ocorreu a criação de 5 caixas exclusivas em safira sólida para abrigar o novo movimento com frações de segundos (split seconds) da RICHARD MILLE. Pouco depois, apresentou o RM 052 Skull, cuja maior atração era uma caveira central, feita a partir de uma placa de titânio grau 5, onde as mandíbulas seguravam o rubi da gaiola do turbilhão, a parte de trás do crânio compunha uma ponte do movimento, e quatro pontes que ligavam o movimento à caixa formavam ossos cruzados, simbolizando uma espécie de bandeira pirata. Depois imaginou uma caixa totalmente nova em forma de tonneau, projetada para suportar choques extremos, como os que podem ocorrer durante um jogo de pólo a cavalo. Assim, uma caixa “blindada” foi criada em carboneto de titânio com dois arcos salientes que incluem duas janelas de visualização para o modelo RM 053 Pablo MacDonough. O formato do movimento e as duas janelas são inclinados em um ângulo 30°. A janela da esquerda exibe os segundos corridos com a gaiola do turbilhão; a da direita, as horas e os minutos. Esta visão angular é ideal da sela do cavaleiro. E por último o calibre do RM 039 Aviation E6-B Flyback Chronograph é um movimento de corda manual com horas, minutos e segundos às 6 horas; exibição de data ampliada; cronógrafo flyback com contador de segundos, minutos centrais e horas às 9 horas; função UTC e contagem regressiva; seletor de função e indicador de reserva de marcha. O modelo é membro do seleto grupo dos relógios mais complicados do mercado.


Como o universo automobilístico é uma constante fonte de inspiração para a marca RICHARD MILLE, a empresa decidiu oferecer seu apoio a um velho amigo, Jean Todt, e à organização global “FIA Action For Road Safety”. Assim, em 2013, nasceu o RM 036 Tourbillon G-Sensor Jean Todt. O sistema de sensor de força G foi desenvolvido e patenteado pela APR&P exclusivamente para RICHARD MILLE e transmite o movimento de um pequeno mecanismo interno a um indicador. Complexo, esse mecanismo foi projetado para exibir a quantidade de força G acumulada pelo usuário durante rápidas desacelerações. Composto por mais de 50 peças e com apenas 17 mm de diâmetro, o sensor de força G do modelo pode suportar desacelerações envolvendo dezenas de G. Em 2014 foi a vez do modelo RM 35-01 Rafael Nadal estrear no mercado. Este relógio de pulso de corda manual alia o espírito da lendária família dos relógios RM 027 e uma caixa criada por meio da tecnologia do carbono NTPT®, composto por mais de 600 camadas de fibras de carbono, à prova de corrosão e altamente resistente a impactos, usado em aeronaves e carros de Formula 1. Já o calibre RMUL3 apresenta uma extraordinária resistência a impactos graças ao uso do titânio grau 5, em todo o movimento altamente esqueletizado.


Em 2015 foi lançado o relógio feminino RM 07-02 Pink Lady Sapphire, cuja caixa é feita a partir de camadas de cristal de safira maciça, transparente, que permite ver todo o seu mecanismo interno. Mais recentemente a marca lançou no mercado um relógio dedicado aos viajantes: o RM 63-02 World Timer, que exibe 24 cidades que representam todos os fusos horários do mundo. Por US$ 145 mil e um movimento simples, o proprietário da peça adapta seu relógio ao horário local de forma quase instantânea. Já a parceria entre a Biwi S.A. e a RICHARD MILLE permitiu elaborar um material inovador que, por meio da mais recente nanotecnologia, fornece resistência e transparência inigualáveis: o Aerospace Nano®. Suas propriedades de reforço são geradas durante o processo de produção. A elasticidade e a resistência natural à água oferecem um toque sedoso e um conforto otimizado para a pulseira.


Para divulgar seus preciosos relógios a marca suíça conta com uma estrelada equipe de embaixadores globais como os tenistas Rafael Nadal e Alexander Zverev; as golfistas Cristie Kerr e Diana Luna; o golfista Bubba Watson; os pilotos de F1 Felipe Massa e Romain Grosjean; os pilotos de rali Sébastien Loeb e Sébastien Ogier; o jogador argentino de pólo a cavalo Pablo MacDonough; os velocista Yohan Blake e Wayde Van Niekerk; o técnico de futebol Roberto Mancini; o esquiador Alexis Pinturault; e a atriz e bailarina malaia Michelle Yeoh. Além disso, a marca é patrocinadora e parceira das escudeiras de F1 McLaren Honda e Hass F1 Team, e da montadora britânica de carros esportivos de luxo Aston Martin, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma linha de relógios luxuosos de alta performance e a colaboração em corridas. Essa badalada parceria com consagrados campeões e marcas de luxo também contribuíram para o enorme prestígio da marca suíça.


Essas estrelas, além de patrocínio e parceria com a marca suíça, incluindo o desenvolvimento de edições limitadas, divulgam seus relógios em prestigiados torneios mundiais. Como por exemplo, no torneio de Roland Garros quando o tenista espanhol Rafael Nadal jogou as partidas com um relógio feito de titânio, leve o bastante para passar despercebido no pulso durante uma partida, mas resistente o suficiente para suportar os movimentos do tenista, sem perder o tic-tac. A peça estava avaliada em US$ 800 mil. Já o velocista jamaicano Yohan Blake (foto abaixo) irritou o Comitê Olímpico Internacional (COI) ao correr a final dos 100 metros nos Jogos de Londres/2012 com um relógio RICHARD MILLE avaliado em US$ 500 mil. E o velocista repetiu a dose nos Jogos Rio/2016 ao correr com um relógio da marca suíça avaliado em R$ 2 milhões. Na verdade Yohan Blake é o testador ideal para os relógios RICHARD MILLE. Correndo com os relógios da marca, a empresa tem a possibilidade de observar o movimento do turbilhão mecânico quando submetido a diferentes forças durante os percursos de alta velocidade.


Além das parcerias realizadas com grandes astros do esporte mundial, recentemente a marca anunciou uma colaboração com um dos mais famosos artistas de rua do mundo, Cyril Kongo, artista que vive e trabalha, essencialmente, em Paris e é conhecido como um dos maiores representantes da cena do grafite mundial. O trabalho é o resultado do desejo da RICHARD MILLE querer introduzir a arte contemporânea na alta relojoaria, em uma abordagem sem precedentes. Isto resultou no relógio RM 68-01 Cyril Kongo, uma peça que carrega o trabalho do próprio artista. Limitada a apenas 30 unidades, não se trata de uma mera reprodução do trabalho do artista em seu mostrador. Seu universo e linguagem gráfica foram transferidos para o “coração” de um movimento, a uma escala milimétrica. Cada relógio foi individualmente trabalhado por Cyril Kongo com instrumentos de micro pintura em spray. Cada modelo tem um valor comercial de US$ 685 mil.


O conceito 
Conhecida pelas soluções tecnológicas de ponta em relógios que estão apenas ao alcance de uma clientela exclusiva. Assim é a RICHARD MILLE. As questões externas de um relógio - conforto proporcionado pela escolha do design ergonômico e linhas visualmente impressionantes - são importantes. Porém, elas representam apenas o início de um longo processo de criação. O interior do relógio, com o movimento inteiro, os detalhes aparentemente irrelevantes de forma e de acabamento dos parafusos, o modo arquitetônico de uso do espaço interno para a disposição do movimento (que também deve ser uma obra de arte por si próprio), são aspectos da mesma importância. Esta talvez seja a essência da visão relojoeira da RICHARD MILLE: cada detalhe de um relógio é de extrema relevância e soluções fáceis não fazem parte do vocabulário de trabalho. Somente é possível tentar definir e alcançar a perfeição quando uma abordagem é completamente planejada e executada desta maneira. Estes são os princípios fundamentais que definem cada relógio da coleção RICHARD MILLE.


Dados corporativos 
● Origem: Suíça 
● Fundação: 1999 
● Fundador: Richard Mille 
● Sede mundial: Les Breuleux, Suíça 
● Proprietário da marca: Richard Mille S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Richard Mille 
● Faturamento: US$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 30 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 350 
● Segmento: Relojoaria de luxo 
● Principais produtos: Relógios 
● Concorrentes diretos: IWC, Omega, Rolex, Breitling, TAG Heuer, Hublot e Bell & Ross 
● Ícones: O design dos relógios 
● Slogan: A racing machine on the wrist. 
● Website: www.richardmille.com 

A marca no mundo 
A luxuosa marca RICHARD MILLE vende seus cobiçados e caros relógios em aproximadamente 50 países através de uma seleta rede autorizada. A marca possui ainda 30 lojas próprias em 16 países, localizadas em cidades como Las Vegas, Paris, Milão, Londres, Genebra, Xangai, Doha, Tóquio e Munique. A RICHARD MILLE fabrica e vende pouco mais de 3.500 relógios anualmente. 

Você sabia? 
Apesar de ser reconhecida por seus relógios de luxo, recentemente a RICHARD MILLE lançou a caneta RMS05, que utiliza os princípios da relojoaria para criar uma ponta retrátil. Com preço de US$ 105 mil, o corpo da caneta é feito de carbono NTPT® cinza escuro, um material leve e forte. O modelo conta com um recipiente de safira ornamentado com doze pedras preciosas que mantêm as engrenagens, banhadas a rodium, em movimento. A ponta retrátil do objeto tem um nível de complexidade que é similar ao dos relógios da marca. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 30/8/2016

16.8.16

NINA RICCI


Considerada um dos mitos da alta costura francesa, símbolo máximo do glamour parisiense levando ao máximo a expressão da feminilidade. Roupas, bolsas e principalmente fragrâncias de luxo desejadas por quem pode pagar caro por esses objetos do mundo fashion. Assim pode ser definida a marca de luxo NINA RICCI. 

A história 
Maria Adelaide Nielli (foto abaixo) nasceu na cidade italiana de Turim no dia 14 de janeiro de 1883, e aos cinco anos se mudou para Florença, onde foi educada. Foi somente aos 12 anos que a estilista se mudou para a França e adotou a nacionalidade francesa. Sem perder tempo, aos 14 anos, começou como aprendiz de costureira em um atelier (Casa Raffing), se casou com o joalheiro italiano Luigi Ricci e, aos 22 anos, já desenhava e vendia as suas próprias roupas para diversas casas de moda. Nina Ricci começou a dedicar-se à alta-costura, a que acrescentava sempre um adereço para dar um toque especial e personalizado às roupas feitas para as clientes ricas. Com a carreira encaminhada e um futuro promissor, em 1932, aos 49 anos, já conhecida como Madame Ricci, e em parceria com seu filho Robert, abriu sua própria Maison de alta costura. Maria combinou seu apelido (“Nina”) ao sobrenome de casada (“Ricci”) para batizar sua nova Maison de moda. Robert ajudava cuidando da administração, enquanto a mãe ficava responsável exclusivamente pela criação das roupas.


Com sua Maison localizada na Rue des Capucines, Nina optou por deixar de vender as suas criações a outras casas de moda e, em apenas sete anos, o negócio expandiu de tal forma que passou a ocupar onze andares de três edifícios na mesma rua, cujos salões ficavam lotados de clientes que apreciavam o refinamento dos vestidos, além da maestria do corte e a capacidade de adaptar-se a personalidade de cada mulher. Liberdade de movimento, elegância, romantismo e muito refinamento. As roupas criadas por Nina Ricci tinham características em comum e não demoraram muito para conquistar notoriedade na alta sociedade parisiense e estrelas do cinema francês como Suzy Delair, Danielle Darrieux e Micheline Presle. O destaque de sua costura eram as criações mais sofisticadas. Vestidos drapeados, camadas de renda e chiffon, sempre realçando a feminilidade de quem usava. Além disso, foi ousada ao misturar cores diferentes em um vestido, algo incomum para a época.


A cada ano, o visionário Robert se provava um exímio administrador do negócio e queria aproveitar o grande sucesso das roupas NINA RICCI, para expandir a marca para outras categorias. Foi então, que no ano de 1946, a marca ingressou no segmento da perfumaria com o lançamento do Coeur-Joie (que significa em português “coração feliz”). Mas o sucesso nesta categoria ainda estava por vir. Em 1948 foi lançado o perfume Nina Ricci L’Air du Temps, que fazia referência à esperança do pós-guerra e cujo frasco feito pela Lalique continha duas pombas de cristais simbolizando o amor e a liberdade. Esse perfume se tornou um clássico e continua um campeão de vendas nos dias de hoje. Pouco tempo depois, em 1952, surgiu uma das fragrâncias mais famosas e consagradas da grife francesa, Fille d’Eve, apresentando em um icônico frasco no formato de uma maçã, representando de forma ousada e provocativa o fruto proibido. Até hoje, a marca NINA RICCI já criou mais de 60 perfumes.


O papel da marca na recuperação do glamour da moda francesa (e consequente recuperação de vendas) no pós-guerra, foi essencial. Robert Ricci e Lucien Lelong organizaram uma mostra em 1945, onde reuniram dezenas de modelos completos de diversos estilistas franceses, feitos de tecidos luxuosos e do tamanho de bonecas, para percorrer o mundo, estimulando o desejo das consumidoras pela moda francesa depois de um período de discrição e crise. A mostra chamou-se Theatre de La Mode, e os visuais incluíam miniaturas de casacos de peles, acessórios e joias, e acertaram em cheio em criar um renovado desejo por moda e glamour.


Após recrutar jovens talentos da moda para sua Maison, Nina Ricci decidiu abandonar a empresa na início da década de 1950 e deixou tudo para Robert, que se mostrou um verdadeiro empresário de sucesso. O belga Jules-François Crahay, assistente direto de Nina Ricci, assumiu o comando criativo da Maison em 1954. Uma de suas coleções, em particular, foi bem recebida com grandes elogios e aclamação da crítica, especialmente pelo “traje azafrán” e o “vestido de bolsa”. Robert expandiu o negócio ao acrescentar várias novas fragrâncias à marca NINA RICCI, enquanto licenciava, de forma pioneira, o nome a diversas empresas, especialmente para a produção da linha prêt-à-porter. A coleção “Crocus” de 1959 alcançou um sucesso triunfal, que reforçou a fama mundial do nome NINA RICCI. A marca deslumbrou a América em meados dos anos de 1960 com sua silhueta especial e foi uma das primeiras maisons francesas a criar o prêt-à-porter. Mademoiselle Ricci, sua coleção, virou capa de várias revistas e assunto no mundo da moda. Em 1963, Gerard Pipart assumiu o posto de estilista e continuou apresentando vestidos elegantes e bonitos. Nina Ricci faleceu no dia 29 de novembro de 1970. Nove anos depois de sua morte, a marca ganhou uma loja na Avenida Montaigne, ponto prestigiado no mundo da moda em Paris.


Na década seguinte, a marca continuou criando e lançando perfumes de sucesso, como por exemplo, Fleur de Fleurs (1980), mais uma bela composição floral e, em 1987, a última criação de Robert Ricci, que recebeu o nome de Nina em homenagem a sua mãe. Em 1988, Robert faleceu, deixando uma marca conceituada, famosa, premiada, sinônimo de elegância e bom gosto e que continua vestindo e perfumando celebridades do mundo todo. Quem assumiu o comando dos negócios foi Gilles Fuchs, genro de Nina Ricci, que através da contratação de jovens talentos expandiu a marca para outras categorias, como prêt-à-porter e acessórios, especialmente bolsas. Em 1998, a NINA RICCI foi adquirida pela espanhola Puig, que além de ser proprietária de grifes como Carolina Herrera e Paco Rabanne, foi durante muitos anos distribuidora exclusiva dos perfumes da grife francesa no mercado espanhol.


Nos anos seguintes a marca francesa ampliou sua linha de produtos com relógios, óculos e calçados; reforçou a linha prêt-à-porter; continuou lançando perfumes de sucesso, como o Love in Paris (2004), um floral oriental com baunilha e anis, e L’Extase (2015), uma fragrância que é um convite ao erotismo feminino com poesia; e inaugurou lojas próprias nas mais importantes cidades do mundo. Outro sucesso recente da marca é a bolsa Irrisor, cujo tamanho grande é ideal para colocar laptop e outras coisas, como carteira, passaporte e óculos de sol, além de ser revestida por uma estrutura em couro (quando vazia não fica mole). Em 2015, o estilista francês Guillaume Henry foi apontado como o novo diretor criativo da grife, apresentando sua primeira coleção na temporada de inverno.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma alteração ao longo de sua história. As letras foram afinadas, ganhando ainda mais sofisticação, e a palavra “Paris” foi retirada do logotipo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1932 
● Fundador: Maria e Robert Ricci 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Puig Beauty & Fashion Group S.L. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Ralph Toledano 
● Diretor criativo: Guillaume Henry 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 32 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas e perfumes 
● Concorrentes diretos: Donna Karan, Marc Jacobs, Chloé, Cacharel, Céline, Balenciaga, Prada e Gucci 
● Ícones: Os perfumes 
● Website: www.ninaricci.com/pt-BR 

A marca no mundo 
Atualmente a NINA RICCI comercializa sua linha de produtos, que engloba prêt-à-porter (feminino e masculino), acessórios, bolsas, relógios, óculos e perfumes, em mais de 60 países ao redor do mundo. A marca possui mais de 30 lojas próprias e está presente nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. 


Você sabia? 
Nina Ricci costumava trabalhar com os tecidos diretamente no manequim para garantir que eles tivessem forma e caimento perfeito depois de acabado. 
A grife NINA RICCI criou os uniformes dos comissários de bordo da Air France nas décadas de 1960 e 1970. 
Coco Chanel tinha uma rivalidade pública com Nina Ricci, a qual chamava de “A Italiana” ou “A senhora da esquina”. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Vogue, Elle e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 16/8/2016

6.8.16

INDIAN MOTORCYCLE


A INDIAN MOTORCYCLE ganhou destaque como uma das marcas mais lendárias e emblemáticas de motocicletas através de uma história de sucesso em competições e inúmeras inovações, que contribuíram para o desenvolvimento deste segmento da indústria. Cada motocicleta da marca carrega uma rica história capaz de rivalizar com a lenda Harley-Davidson

A história 
Tudo começou no início do século passado, quando o jovem imigrante sueco Carl Oscar Hedstrom, um engenheiro e construtor de bicicletas de competição, elaborava um modelo com motor DeDion-Buton e carburador desenhado por ele próprio, a pedido do empresário George M. Hendee, da cidade de Springfield, estado de Massachusetts, que desde 1897 já produzia bicicletas. Juntos, em 1901, fundaram a Hendee Manufacturing Company, ergueram uma fábrica na cidade de Springfield e passaram a produzir a partir de 1902 pequenas motos de um cilindro - pouco mais que bicicletas - batizadas de INDIAN. Em sua estreia nas corridas, ainda este ano, a INDIAN venceu a prova de enduro disputada de Boston a Nova York. A combinação dos seus talentos - Hendee para os negócios e Hedstrom para a mecânica - foi frutífera desde o início: em 1903 surgiam às motocicletas INDIAN com dois cilindros em V, caixa de duas e três velocidades e suspensão traseira com braço oscilante. As primeiras motocicletas comercializadas eram na cor Royal Blue (azul) ou tinham a pintura preta como opcional, mas em 1904 a empresa lançou um vermelho escuro chamado Vermillion, que se tornou mais conhecido como “Indian Red”. Pouco depois, em 1906, a empresa produziu a primeira motocicleta equipada com motor V-Twin. As motos INDIAN foram escolhidas para formar o primeiro batalhão policial de Nova York em 1907. Nesse mesmo ano, com a mudança para uma fábrica maior e uma ampliação na mão de obra levou à INDIAN a começar a produzir seus próprios motores, encerrando assim seu contrato com a empresa Aurora, que antes era responsável pela fabricação dos motores.


Em 1910, a empresa introduziu diversos avanços em seus modelos, incluindo um amortecedor dianteiro e uma válvula automática de óleo. A marca não demorou muito para alcançar sucesso em competições, vencendo quase todas as modalidades sobre duas rodas nos Estados Unidos. E o sucesso se estendeu ao exterior: em 1912, conquistou os três primeiros lugares na famosa Tourist Trophy (TT) da Ilha de Man, na Inglaterra. Em 1913, desenvolveu a suspensão traseira com feixe de mola chamada Cradle Spring Frame. Apesar do ano recorde de vendas com 32.000 motocicletas comercializadas, Oscar Hedstrom se aposentou. No ano de 1914 o modelo Hendee Special foi lançado no mercado equipado com a primeira partida elétrica em uma motocicleta. No entanto, não havia um alternador e as baterias não eram recarregadas, de modo que o modelo ficou em produção apenas um ano. O modelo também contava com outra inovação, luzes elétricas. Antes da Primeira Guerra Mundial a empresa já era considerada a maior fabricante de motocicletas do mundo.


Sempre na vanguarda, em 1916, a empresa presenteou o segmento com várias novidades, entre as quais, o lendário motor V2 Powerplus de 1.000 cc (cujas válvulas laterais resultaram em uma operação mais limpa e silenciosa, produzindo mais força que seus antecessores, gerando assim uma velocidade máxima de 95 km/h) e um modelo de competição com quatro válvulas por cilindro, dois anos depois. Entretanto, com a saída dos fundadores da empresa ainda em 1916, por desentendimentos com outros diretores, a empresa enfrentaria tempos difíceis, inclusive financeiramente. Em 1917, com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial a INDIAN MOTORCYCLE dedicou grande parte de sua produção para atender a demanda militar. Como resultado, as concessionárias tiveram estoques limitados e as vendas no varejo caíram significativamente. A empresa forneceu aos militares americanos aproximadamente 50.000 motocicletas, a maioria delas com base no modelo Powerplus. Este modelo era durável, confiável e com poderoso motor, servindo bem a necessidade das tropas.


Apesar das dificuldades do período, continuaram a sair das linhas de produção de Springfield motocicletas que se tornariam ícones do mercado americano. Lançada em outubro de 1919, a INDIAN SCOUT era uma criação do piloto Charles B. Franklin e vinha equipada com o motor Powerplus com cilindradas que variavam entre 600 e 1200 cm³. O modelo de médio porte era confiável e rápido, seduzindo muitos iniciantes do segmento na época. A primeira INDIAN CHIEF chegou ao mercado em 1922, equipada com motor de 1.000 cc, mais tarde ampliado para 1.200 cc no modelo INDIAN BIG CHIEF de 1923. Na época este modelo se tornou o mais vendido da indústria e levou a marca INDIAN MOTORCYCLE para o resto do mundo junto com o restante da linha que também incluía as motocicletas Scout, Chief e Standard. Em 1927 a empresa adquiriu a Ace Motor Corporation, para ter capacidade de produção do motor de quatro cilindros em linha com 1.260 cilindradas. A INDIAN FOUR, que utilizava este motor, foi comercializada entre 1927 e 1942. Somente em 1928 a empresa adotou o nome de Indian Motorcycle Manufacturing Company.


Embora com uma produção bastante reduzida durante quase duas décadas, a INDIAN resistiu ao crash da Bolsa de Valores em 1929 e, em 1934, lançou a SCOUT SPORT, que criou tendência com os pára-lamas alargados e com o logotipo Warbonnet da INDIAN MOTORCYCLE no tanque de combustível. A marca chegou a fornecer motocicletas para as Forças Armadas de diversos países durante a Segunda Guerra Mundial: os modelos SCOUT 500 (um tanto lentas, mas confiáveis), 750 (na verdade, uma SCOUT SPORT com menos potência) e CHIEF 1.200. Havia inclusive o modelo 841, com eixo de transmissão, câmbio acionado por pedal e embreagem de mão, o oposto do usual nas motos da marca. Mas a Harley-Davidson, já com enorme força no mercado, conseguiu contratos de maior volume e lucro por unidade, colocando a sua concorrente em sérias dificuldades financeiras.
 

Após a Segunda Guerra Mundial a INDIAN MOTORCYCLE acabou sendo vendida. O novo proprietário, Ralph Rogers, decidiu então pelo lançamento de modelos de menor cilindrada: a Arrow, de 250 cc e um cilindro, e a Warrior, de 440 cc e dois cilindros verticais. No entanto, modelos que poderiam salvar a marca da crise, tais como uma INDIAN FOUR de 880 cc e a ideia de uma versão civil da 841, foram cancelados. Apesar do enorme crescimento do mercado americano após a Segunda Guerra Mundial, o modelo CHIEF era considerado antiquado pela nova administração e saiu de produção em 1948. A nova linha de motocicletas utilizava tecnologia da inglesa Brockhouse, com motores com válvulas na cabeça, seletor de caixa no pedal e embreagem no punho. Mas a qualidade de produção estava além das expectativas. Em 1950 as áreas de fabricação e de vendas da INDIAN MOTORCYCLE foram separadas e vendidas ao grupo inglês Associated Motorcycles Ltd. (AMC), que detinha marcas como a Norton e a Royal Enfield. Com isso, a produção da CHIEF foi retomada, sendo o modelo BLACKHAWK CHIEF o mais famoso da marca. A “idosa” CHIEF ganhava assim um garfo telescópico hidráulico e um motor de 1.300 cc, mas permanecia com a já ultrapassada caixa de três velocidades. Em 1953, a CHIEF e o seu V2 davam lugar a uma versão da Royal Enfield de 700 cilindradas, calçada com pneus maiores, guidão largo e o logotipo da marca no tanque de combustível. Embora fosse uma motocicleta eficiente e confiável, os fãs da marca americana aguardavam o lançamento de um novo modelo legítimo, o que não aconteceu. Era o fim. A Indian Motorcycle Manufacturing Company pediu falência ainda este ano, cessou suas operações e descontinuou a produção de todos os modelos.


Nos anos seguintes a INDIAN MOTORCYCLE passou por muitas mãos, como por exemplo, em 1962, quando Joseph Berliner comprou todos os direitos, mas nunca usou o nome da marca; ou ainda em 1970, quando Alan Newman adquiriu a empresa e começou a vender pequenas motocicletas que possuíam a marca INDIAN. A maioria dessas motos foi produzida em Taiwan com motorização entre 50cc e 175cc. Alguns entusiastas foram processados, nos Estados Unidos e no Canadá, pelo uso de uma marca que não lhes pertencia. Até mesmo os aborígines da tribo Umpqua, no estado americano de Oregon, reclamaram direitos sobre o nome. Após muitas discussões sobre os direitos autorais da marca, em 1998, quando parecia definitivamente abandonada, a INDIAN ressurgiu no mercado através da fusão de nove empresas que investiram US$ 30 milhões para formar a Indian Motorcycle Company of America (IMCA), que inaugurou uma unidade de produção em Gilroy, estado da Califórnia. A IMCA produziu os modelos Chief, Scout e Spirit (na prática, uma versão menos potente da Chief e sem os exagerados para-lamas típicos da marca), equipados com motores adquiridos da empresa S&S Cycle. Mas devido à baixa procura pelos modelos da marca, a INDIAN MOTORCYCLE fechou novamente as portas em 2003.


No ano de 2008, uma nova tentativa de reativar a marca: a empresa Stellican Ltd., de capital privado com sede em Londres, comprou os ativos da INDIAN MOTORCYCLE e estabeleceu uma instalação para fabricação das motocicletas em Kings Mountain, no estado da Carolina do Norte. Foram produzidas poucas unidades da INDIAN CHIEF com motores de 1720 cc. Novo fracasso. Finalmente no dia 19 de abril de 2011 a Polaris Industries, produtora de quadriciclos, UTVs (espécie de quadriciclo com habitáculo) e snowmobiles (veículos para a neve), adquiriu todos os direitos sobre a marca INDIAN MOTORCYCLE, com o objetivo de preservar a herança e a importância histórica para o segmento de duas rodas, mas focando no futuro, com o desenvolvimento de produtos modernos e com tecnologia de ponta. Com isso, a marca ganhou novo fôlego e investimentos, tendo a produção transferida para Spirit Lake, em Iowa, mesmo local onde o grupo fabrica as motos com a marca Victory. No mês de março de 2013, durante o Daytona Bike Week, foi exibido o novo motor Thunder Stroke 111 V-Twin. “Honrando Nosso Passado. Pilotando Nosso Futuro” foi o tema do evento. O motor foi revelado em um palco durante a festa, na principal rua de Daytona Beach, e quando saiu, a multidão de pessoas estava emocionada. Finalmente o motor da INDIAN MOTORCYCLE voltava a roncar. Esse retorno tornou possível que os amantes de motocicletas pudessem finalmente realizar o sonho de ter um emblemático modelo da INDIAN MOTORCYCLE.


Em 2014, o Indian Motorcycle Riders Group™ (IMRG) foi lançado durante o Daytona Bike Week, onde foi oferecido uma série de benefícios especiais aos proprietários da marca. Além disso, em conjunto com as concessionárias da marca, também foram formados os I.M.R.G Chapters que colaboram na organização dos eventos locais, como as inaugurações das concessionárias, passeios e eventos de test ride. Com a volta das motocicletas da marca, começaram a ressurgir os elogios. Por exemplo, o renomado site americano Motorcycle.com nomeou a INDIAN CHIEF como “A Moto Cruiser do Ano” nos Estados Unidos. A premiação foi dedicada aos dois modelos, Indian Chief Classic e Indian Chief Vintage. O mercado premium americano se rendeu definitivamente quando no final de julho de 2014 apareceu a renovada INDIAN ROADMASTER, top de linha da marca com detalhes idênticos à versão original, de 1947. Ao mesmo tempo, trata-se de uma moto ultramoderna, com monitoramento de pressão dos pneus, piloto automático e bagageiros acionados por controle remoto. Levando o histórico nome da marca, o modelo atraiu aficionados para uma nova geração de motocicletas estradeiras premium. Equipada com itens importantes para maior conforto e que entregam uma incrível experiência na pilotagem: amplos bagageiros laterais e traseiros, com abertura por controle remoto e avançada tecnologia como o sistema de som de alta qualidade com conectividade Bluetooth.


Já em 2015, a marca apresentou seu novo modelo: INDIAN CHIEF DARK HORSE, que segue as tendências dos projetos clássicos dos modelos da marca, mas com destaque para o predomínio da tonalidade preto fosco, com detalhes cromados apenas em pequenos itens, proporcionando um visual ainda mais agressivo e atual. Além disso, para ganhar ainda mais mercado e acirrar a briga com a Harley-Davidson no segmento custom, a marca apresentou uma nova versão da Scout, batizada de INDIAN SCOUT SIXTY. Esteticamente idêntica ao modelo original, a nova custom da marca americana traz no nome sua novidade: o numeral faz referência à capacidade do motor V2 em polegadas cúbicas – 60 c.i. – ou exatos 999 cc.


A INDIAN MOTORCYCLE foi a responsável ao longo de um século de história por desenvolver soluções inovadoras que vieram a se tornar bastante comum para o segmento de motocicletas, como por exemplo, a suspensão dianteira ajustável, a partida elétrica, a iluminação elétrica, a suspensão traseira tipo “Swinging-arm”, o acelerador rotativo no punho e a transmissão com duas velocidades.


O ícone 
Um dos maiores ícones da história da marca e que guiou a INDIAN MOTORCYCLE nas estradas desde o início de sua lendária história. E continuará iluminando o caminho das futuras gerações de motocicletas da marca. Esse é o War Bonnet, a iluminação auxiliar encontrada ao longo da história no para-lama dianteiro das autênticas INDIAN MOTORCYCLE. Seja nas pistas de corridas, nas estradas de terra, nos combates em tempos de guerra ou nas ruas, o War Bonnet sempre esteve presente (sendo marca registrada desde 1947). Aceso reflete a força e o orgulho da marca INDIAN MOTORCYCLE, representando a lembrança que não existe um verdadeiro substituto da herança histórica da marca e nenhuma outra experiência de pilotagem pode ser comparada com a emoção de conduzir uma autêntica INDIAN.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos e foi sendo cada vez mais simplificada.


A marca sempre utilizou um logotipo secundário com o perfil de um chefe indígena. Este logotipo também foi remodelado ao longo dos anos.


Os slogans 
Choice is here in American Motorcycles. (2013) 
New heart. Same soul. (2012)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1901 
● Fundador: George M. Hendee e Oscar Hedstrom 
● Sede mundial: Medina, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Indian Motorcycle International, LLC 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Polaris Industries Inc.) 
● CEO: Scott Wine 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 40 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.300 
● Segmento: Motocicletas 
● Principais produtos: Motocicletas, acessórios e roupas 
● Concorrentes diretos: Harley-Davidson, BMW, Yamaha, Suzuki, Honda e Triumph 
● Ícones: O modelo Indian Chief® 
● Slogan: Choice is here in American Motorcycles. 

A marca no mundo 
Atualmente a INDIAN MOTORCYCLE, uma subsidiária integral da Polaris Industries, vende sua linha de motocicletas (composta por aproximadamente 10 modelos) em mais de 40 países ao redor do mundo. Somente nos Estados Unidos a marca possui mais de 250 concessionárias. No Brasil a marca desembarcou oficialmente no ano de 2015. A marca também comercializa roupas e acessórios para seus aficionados. 

Você sabia? 
Em 1903, o co-fundador da empresa e engenheiro chefe Oscar Hedstrom pilotou uma de suas motocicletas a um novo recorde mundial de velocidade de 90 km/h. No mesmo ano, ele também venceu uma corrida de resistência saindo de cidade de Nova York até Springfield e retornando. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/8/2016